domingo, 26 de fevereiro de 2012

Para reuniões eficientes, a moda é todo mundo em pé

Método, muito utilizado nos EUA por empresas de TI, busca agilizar a conversa


RIO - A Atomic Object, empresa de desenvolvimento de software do estado de Michigan, nos Estados Unidos, realiza reuniões logo no começo do dia. Os funcionários seguem regras rígidas: a presença é obrigatória, bate-papos sobre assuntos não relacionados ao trabalho devem ser evitados e, acima de tudo, todos devem ficar de pé. As chamadas 'stand-up meetings', nas quais, como o nome já diz, ninguém fica sentado, são parte da cultura do mundo da tecnologia — em constante mutação —, e no qual se sentar passou a ser sinônimo de preguiça.

O objetivo deste tipo de reunião é pôr um ponto final às discussões longas e tediosas, nas quais os participantes falam pausada e pomposamente, jogam "Angry Birds" em seus celulares ou até "se desconectam", perdendo o foco.

A Atomic Object faz cara feia até para mesas durante as reuniões.

— Elas são ótimas para as pessoas lerem ou apoiarem seus laptops — diz o vice-presidente da empresa, Michael Marsiglia.

Ao final das reuniões, que raramente duram mais do que cinco minutos, os funcionários normalmente fazem um rápido alongamento e, aí sim, dão continuidade às tarefas do dia, acrescenta Marsiglia.

A tendência atual de fazer stand-up meetings ganhou força com o uso crescente do Agile, um programa mais ágil de desenvolvimento de ações, divulgado por 17 profissionais do setor de TI, em 2001. O método defende que projetos sejam desenvolvidos em pequenos blocos. Também envolve reuniões em pé diárias, nas quais os participantes devem fazer um briefing sobre três pontos: o que eles fizeram desde a reunião do dia anterior, o que estão fazendo hoje e os obstáculos que estão encontrando para concluir o trabalho.

E, à medida que o Agile passou a ser adotado mais amplamente, as reuniões em pé também se tornaram mais comuns. A VersionOne, que produz o software de desenvolvimento do Agile, entrevistou 6.042 trabalhadores da indústria de tecnologia no mundo inteiro, em 2011, e constatou que 78% realizam reuniões em pé. Até projetistas especializados em escritórios estão criando espaços de trabalho levando em conta esta modalidade de reunião. A fabricante de móveis Steelcase, por exemplo, recentemente lançou a “Big Table”, uma mesa grande e alta projetada para rápidas reuniões, é lógico, em pé.

Realizar reuniões em pé, no entanto, não é novidade, mostra artigo publicado no site do Wall Street Journal. Alguns líderes militares tinham esta mania durante a Primeira Guerra Mundial, de acordo com Allen Bluedorn, professor da Universidade do Missouri (EUA). Diversas empresas adotaram a prática de reuniões em pé ao longo dos anos. Bluedorn realizou um estudo, em 1998, que mostrou que reuniões em pé duravam, em média, um terço das reuniões “comuns’’, aquelas em que todos se sentam, e a qualidade do processo de decisão era mais ou menos a mesma.

Se funcionários se atrasam para o encontro, são obrigados a cumprir tarefas nada agradáveis, como cantar uma música infantil, dar uma volta ao redor do prédio da empresa ou pagar uma pequena multa, diz Mike Cohn, presidente da Mountain Goat Software, também consultor e treinador do método "Agile".

E nada de ficar divagando sobre um determinado assunto por muito tempo: esta é a deixa para que um colega dê o sinal de que é hora de seguir em frente. As empresas só fazem exceções à regra (sentar, por exemplo) para quem está doente, machucado ou grávida — mas não para quem está fora do escritório se comunicando via Skype.

Para agilizar a conversa, porém, vale tudo. Segundo Mitch Lacey, consultor de tecnologia e ex-funcionário da Microsoft, alguns de seus antigos colegas costumavam realizar, em dias mais frios, as stand-up meetings em locais sem calefação, para que terminasse logo, e os participantes pudessem voltar para o aconchego de suas salas. Realizar reuniões antes do almoço é outra forma de acelerar o processo.

Mark Tonkelowitz, gerente de engenharia da News Feed, divisão de notícias da Facebook, faz reuniões em pé de cerca de 15 minutos ao meio-dia, pontualmente.

— A proximidade com o almoço serve de motivação para que os relatos sejam curtos — diz ele.

Mas será que o método funciona? Para o coach Silvio Celestino, autor do blog “Conversa de elevador”, toda ideia que aprimore a comunicação entre as pessoas, para que elas sejam capazes de sintetizar suas ideias ao falar, é válida. Ele ressalta, porém, que esse tipo de iniciativa não pode ser posta em prática a qualquer custo:

— Não pode ser uma ação desesperada para que as pessoas se cansem de ficar em pé e, com isso, apressem o fim da reunião. Se um assunto é urgente, e não há necessidade de análises aprofundadas, então uma reunião rápida, em pé, pode resolver. Mas se o assunto for urgente, e necessitar de profundidade ou abrangência de análise, uma reunião em pé para apressá-lo, pode ser, na verdade, um tiro no pé.

Segundo Celestino, o problema real, que se tenta resolver de forma tosca, é que muitos profissionais se comunicam de modo deficiente e não possuem capacidade de sintetizar uma ideia, um problema ou solução:

— Em geral, uma pessoa muito técnica vai querer apresentar detalhes que são irrelevantes para a tomada de decisão. Portanto, o mais importante não é se uma reunião é feita com pessoas em pé ou sentadas. O que importa é se seus participantes são capazes de se expressar de forma sintética, sempre que possível, detalhada, quando fundamental, e que possam se calar, quando não têm nada a acrescentar aos demais.

Atrasos costumam ser imperdoáveis, além de custarem caro

O coach ressalta que a principal vantagem nesse método é que é transmitida uma mensagem clara de que a pessoa deve ser breve na sua comunicação. Portanto, é um incentivo para que todos aprendam a resumir ideias que considerem relevantes. Outra vantagem é que permite a participação maior das pessoas.

— Em reuniões onde há o acompanhamento de projetos complexos, a participação de todos os envolvidos permite que uma decisão seja comunicada imediatamente. Além disso, quando alguém tem algum problema que envolve mais de uma área, consegue comunicar-se simultaneamente com todos os envolvidos — diz Celestino.

E no Brasil, será que a moda pega? Na opinião de Silvio Celestino, em empresas jovens, como algumas de TI, pode ser que a ideia seja vista como uma solução apropriada em determinadas situações, como follow up de projetos e verificação de rotinas operacionais:

— Particularmente tenho visto empresas que preferem adotar uma ampla área para reuniões rápidas, com mesas, cadeiras e sofás dispostos como em cafeterias. Considero essa solução mais respeitosa com as pessoas do que deixá-las de pé em uma reunião. Em empresas mais tradicionais, ou em reuniões que envolvam decisões estratégicas, é pouco recomendado que se faça o uso dessa modalidade.

De acordo com o artigo do Wall Street Journal, os participantes desaprovam atrasos, e alguns engenheiros obcecados por dados até já computaram os custos que causam. Ian Witucki, gerente de programação da Adobe Systems, especializada em softwares, calculou o custo acumulado dos atrasos diários das ‘stand-up meetings’ ao longo de um ciclo normal de lançamento de um produto, de cerca de 18 meses. O total — cerca de seis semanas de trabalho extra para dois funcionários — se igualou à quantidade de tempo gasto pela empresa para criar as características principais de cada produto. Logo depois, a equipe impôs uma multa de US$ 1 para os retardatários.

— Agora, os empregados correm pelo corredor para chegar a tempo — diz Witucki.

Fonte: Coluna Boa Chance - Jornal O Globo

Obrigado ao amigo Marcus Quintão pela indicação desta reportagem.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Paulo Vítor e Tocantins estreiam no Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia

Com 16 jogos realizados – metade em cada naipe -, teve início nesta SEXTA-FEIRA (24.02), em Olinda (PE), a segunda etapa do Circuito Estadual Banco do Brasil Vôlei de Praia 2012. Após o fim do primeiro dia de disputas na arena montada no antigo quartel da Polícia do Exército, na Avenida Ministro Marcos Freire, em frente à Praça Duque de Caxias, quatro duplas masculinas e quatro parcerias femininas garantiram classificação à segunda fase da competição, que terá início neste SÁBADO (25.02) na cidade pernambucana.

Além dos títulos masculino e feminino, também estarão em jogo na competição duas vagas para a etapa pernambucana do Circuito Banco do Brasil. As duas parcerias finalistas em cada naipe garantirão presença na segunda etapa da principal competição do país, que acontecerá entre os dias dois e quatro de março, na Praia do Pina, no Recife (PE).

No qualifying feminino, a primeira dupla a se classificar foi Isabel Grael/Luciana (RJ/CE), que superou Erika/Eunyce (RN/AL) por 2 sets a 0, com duplo 21/17. Na sequência, Aline e Carolina Horta (BA/CE) bateram Evelyn e Rafaela (DF/PA) também em dois sets, com duplo 21/18, e ficaram com a segunda vaga.

Na terceira partida decisiva, vitória de Andrea Martins e Shirleny (AM/ES) sobre Haissa/Mayara (PR/CE): 2 sets a 0, parciais de 21/18 e 21/13. No jogo mais equilibrado do dia, Pauline e Isabela Maio (RJ/ES) levaram a melhor sobre Gabby Baeta/Amanda Maltez (RJ), vencendo por 2 a 1 (21/17, 16/21 e 15/12) e também avançaram.

Estas duplas se juntarão a Izabel/Pri Lima (PA/RJ), Renata/Elize Maia (RJ/ES), Cris/Andrezza (SP/AM), Luana/Júlia Schmidt (ES), Cida/Bruna (SE/PB), Chell/Michelle Carvalho (DF/RJ), Josi/Thais (SC/RJ) e Fabíola/Natasha Valente (DF/RJ) na fase principal.

No qualifying masculino, os cariocas Márcio Gaudie e Carlos Luciano (RJ) garantiram a primeira vaga com a vitória por 2 a 1 (13/21, 21/13 e 15/10) sobre Paulo Frank/Lucas (BA). No segundo duelo, o pernambucano Fabiano avançou, jogando ao lado do baiano Yuri, vencendo Lucas Palermo/Leandro (MG/PB) também em três sets: 18/21, 21/19 e 15/7.

No jogo seguinte, a vaga ficou com João Paulo e Paulo Victor (CE/RJ), que levaram a melhor sobre Tocantins/Paulo Vitor (DF/RJ), fazendo 2 a 1 (21/19, 17/21 e 23/21). No último duelo decisivo, Léo Síndice e Léo Vieira (PR/DF) avançaram ganhando de Rhuan Ferramenta e Leonardo Gomes (RJ) também por 2 a 1 (21/14, 19/21 e 19/17).

As duplas classificadas disputarão o título com Fábio Luiz/Álvaro Filho (ES/PB), Moisés/Vitor Felipe (BA/PB), Tiago/Jefferson (BA/RJ), Júlio/Klaus (ES/PB), Luizão/Ricardo Sousa (AM/PA), Marcos Cabral/Daniel Souza (RJ), Jô/Ramon (PB/RJ) e Bernardo Lima/Thiago Trajano (CE/PE).

Na fase principal, serão 12 times em cada naipe. Estas equipes formarão quatro chaves, de onde avançarão as duas melhores. A partir da segunda fase, o torneio acontece em sistema de eliminatória simples, com quartas-de-finais, semifinais e as decisões masculina e feminina. Os campeões serão conhecidos no DOMINGO (26.02).

Assessoria de Comunicação - CBV

Botafogo vence o Flamengo e está na final do Torneio de Verão de Vôlei Juvenil

O Botafogo venceu o Flamengo por 3x1 (25x21, 18x25, 25x22 e 27x25) esta tarde no Ginásio do Maracanãzinho e conseguiu a classificação para a final do Torneio de Verão de Vôlei Juvenil Masculino (Copa RJX).

Com uma campanha invicta, o Botafogo aguarda a última partida da competição entre Tijuca e Niterói, no dia 03 de março, para saber o seu adversário na final, que será realizada no Maracanãzinho dia 10 de março.

O time dirigido por Wálner Rodrigues jogou com Marlon, Giovanni, Ramon, David, Felipe Stersa, Vinícius e Natan (líbero). Entraram Hugo, Jonas, Carlos, Iury e Dudu.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Botafogo terá uma dupla no Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia

Paulo Vítor e Averaldo "Tocantins" viajam nesta quinta para disputa da etapa de Recife (PE) do Circuito Banco do Brasil
Paulo Vítor joga desde os nove anos de idade no Botafogo, conquistando diversos títulos na quadra, inclusive o Estadual Adulto de 2007

Dando continuidade ao Projeto de implantação do Vôlei de Praia, o Departamento de Voleibol do Botafogo apresentou a dupla Paulo Vítor / Averaldo "Tocantins", que disputará o Circuito Banco do Brasil.

O Gerente de Esportes Gerais do Botafogo José Carlos Rodrigues Junior explicou o porque do apoio a esta dupla: "Em primeiro lugar, o Paulo Vítor nos apresentou um Projeto que vinha de encontro com o que planejávamos - escolinhas, equipes de base e de alto rendimento. Além disso, é um reconhecimento ao Paulo, que jogou toda sua vida no Botafogo, chegando ao clube com nove anos de idade".

Paulo Vítor é o Supervisor do Projeto de Vôlei de Praia, e já conseguiu uma medalha de bronze na primeira etapa do Sub-15 feminino.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Bota acerta com maior goleador de Mundiais para buscar o bi do Beach Soccer

Craque português Madjer será uma das estrelas do Alvinegro na disputa da Copa Brasil, em março. Defensor uruguaio Pampero também é contratado.
Semifinalista da Taça Guanabara, o Botafogo não quer conquistar títulos apenas no gramado. O diretor comercial do clube, Ayrton Mandarino, confirmou dois grandes reforços para o time de futebol de areia: o craque português Madjer e o defensor uruguaio Pampero. Eles se juntam ao goleiro Fanta, ao defensor Betinho e aos atacantes Sidney e Fred, todos com passagens pela seleção brasileira, para buscar o bicampeonato da Copa Brasil, de 6 a 11 de março, em Manaus.

- Era uma vontade antiga trazê-los e fechamos antes do Carnaval. O Madjer tinha proposta do Corinthians e de outros times, mas mostrou muito interesse em jogar com a gente, assim como o Pampero. Temos um time altamente competitivo e escolhido a dedo - comemorou Mandarino.

Eleito por seis vezes o melhor jogador do planeta e maior artilheiro das Copas do Mundo com 79 gols, o experiente Madjer, de 35 anos, é uma referência no futebol de areia. Já o defensor uruguaio Pampero se destaca pela raça e pela técnica. Ano passado, foi campeão do Mundialito pelo Vasco e eleito o melhor jogador do torneio, além de ter sido campeão da Copa Latina, em cima do Brasil. Os dois defenderam a seleção do mundo recentemente no Desafio Internacional contra a seleção brasileira, que abriu o calendário 2012.

A princípio, Madjer vai defender o Botafogo em apenas duas competições: na primeira etapa do Circuito Brasileiro, de 2 a 4 de março, em São Paulo; e na Copa Brasil. Já Pampero estará presente também no Campeonato Brasileiro, de 21 a 25 de março, em São Paulo. Os dois são dúvidas para o Mundialito, que será realizado de 12 a 19 de maio.

- Não sabemos se eles vão jogar com a gente no Mundialito, porque a organização usa o sistema de draft para definir que time cada atleta vai defender. Porém, o Madjer já se comprometeu a não atuar por nenhum time brasileiro. Ficaria ruim para ele e para a gente. Ano passado, não fomos convidados para o Mundialito e emprestamos jogadores para outras equipes. O Betinho, por exemplo, jogou pelo Vasco, mas isso não vai mais acontecer. O convite para a edição deste ano já está na minha mesa - afirmou Mandarino.

O investimento do Botafogo no futebol de areia tem explicação: tanto Mandarino como o presidente do clube, Maurício Assumpção, foram atletas da modalidade.

- Jogamos juntos no Chelsea (de Copacabana) no anos 80, time que nem existe mais. O Maurício foi um bom zagueiro, competente, mas não era muito habilidoso. Eu jogava de volante. Eram 11 jogadores de cada lado, bem diferente de hoje. E o Maurício iniciou a carreira administrativa dele no fim da década de 1990, quando fundou um time chamado Xavier, por onde passaram o Sidney e o Betinho, nossos atletas hoje. O Botafogo tem uma história no futebol de areia, não é uma aventura - frisou Mandarino.