domingo, 22 de janeiro de 2012

Botafogo Bicampeão Carioca de Voleibol Adulto Masculino em 1945/1946

pesquisa de Claudio Falcão

"Quando concluí a relação dos títulos oficiais conquistados pelo Botafogo no voleibol adulto masculino, publicada no final do artigo http://datafogo.blogspot.com/2010/02/voleibol-decacampeao-o-primeiro-titulo.html, citava que a dúvida existente nas listagens de conquistas que eu havia consultado (campeão de 1944? e/ou bicampeão em 1945-1946?), só seria dirimida com uma pesquisa nas publicações de época.

Pois foi justamente o que procurei fazer, mostrando a seguir o resultado dessa busca.

O site da Federação de Voleibol do Rio de Janeiro mais uma vez engana-se, ao atribuir o campeonato de 1944 ao Botafogo, quando este na realidade foi vice-campeão carioca em 1943 e 1944 (após o pentacampeonato 1938-1942) e ao omitir o bicampeonato conquistado pelo Alvinegro em 1945-1946.

Campeonato Carioca de 1945
Campanha invicta do Botafogo:
Turno
05/04 – Botafogo 2x0 C.R. Flamengo
12/04 – Botafogo 2x0 Grajaú T.C.
19/04 – Botafogo 2x0 América F.C.
26/04 – Botafogo 2x0 Grêmio Tabajara
03/05 – Botafogo 2x0 S.C. Mackenzie
10/05 – Botafogo 2x0 C.R. Vasco da Gama
17/05 – Botafogo 2x0 São Cristóvão F.R.
24/05 – Botafogo 2x0 Tijuca T.C.
31/05 – Botafogo 2x0 A.A. Carioca
07/06 – Botafogo 2x0 Madureira A.C.
14/06 – Botafogo 2x1 Fluminense F.C.

Returno
01/10 – Botafogo 2x0 América F.C.
08/10 – Botafogo 2x1 Grêmio Tabajara
11/10 – Botafogo 2x0 C.R. Flamengo
15/10 – Botafogo 2x0 S.C. Mackenzie
22/10 – Botafogo 2x0 C.R. Vasco da Gama
29/10 – Botafogo 2x0 São Cristóvão F.R.
08/11 – Botafogo 2x0 Tijuca T.C.
19/11 – Botafogo 2x0 A.A. Carioca
22/11 – Botafogo venceu o Madureira A.C. por W.O.
29/11 – Botafogo 2x0 Grajaú T.C.
03/12 – Botafogo 2x1 Fluminense F.C., na quadra do Tricolor.

Participaram da campanha os seguintes atletas: Mário Borges de Araújo, Paulo Borges de Araújo, Sylvio Proença Nunes, Alberto Damázio Sá, Virgílio Damázio Sá, Ary Miranda da Cunha, Ruy Marcondes, Ayryfredo Bicudo de Castro e Nélson Sanctos.

[Fontes: Jornal dos Sports, de 05/12/1945 e Revista Botafogo, nº 54, de janeiro/1946.] 

Campeonato Carioca de 1946
Adversários do Botafogo na campanha do bicampeonato: C.R. Vasco da Gama, Fluminense F.C., América F.C., Tijuca T.C., Grêmio Tabajara, S.C. Mackenzie, Grajaú T.C., C.R. Flamengo e Madureira A.C. O Botafogo sofreu apenas uma derrota durante a competição, para o Fluminense F.C.

Final: Botafogo 2x0 Fluminense F.C. (parciais: 17x15 e 15x13).

Atletas que participaram da campanha: Mário Borges de Araújo, Paulo Borges de Araújo, Sylvio Proença Nunes, Ary da Cunha, Ruy Marcondes, José Antônio, Nélson Sanctos, Gabriel Paes de Carvalho, Paulo Valente Soledade e Glader Caldas da Costa.

[Fonte: Revista Botafogo, nº 59, de março-abril/1947.]"

Portanto, na relação dos títulos estaduais da nossa última postagem, não temos o vencedor de 44, mas o Botafogo é o bicampeão de 45/46. Obrigado Cláudio pelas informações.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Todos os Campeões Estaduais de Voleibol Adulto Masculino

Os Campeões:
1938 – Botafogo
1939 – Botafogo
1940 – Botafogo
1941 – Botafogo
1942 – Botafogo
1943 – Fluminense
1944 –
1945 – Botafogo
1946 – Botafogo
1947 – Fluminense
1948 – Fluminense
1949 – Flamengo
1950 – Botafogo
1951 – Flamengo
1952 – Fluminense
1953 – Flamengo
1954 – Fluminense
1955 – Flamengo
1956 – Fluminense
1957 – Fluminense
1958 – Fluminense
1959 – Flamengo
1960 – Flamengo
1961 – Flamengo
1962 – Botafogo
1963 – AABB Rio
1964 – AABB Rio
1965 – Botafogo
1966 – Botafogo
1967 – Botafogo
1968 – Botafogo
1969 – Botafogo
1970 – Botafogo
1971 – Botafogo
1972 – Botafogo
1973 – Botafogo
1974 – Botafogo
1975 – Botafogo
1976 – Fluminense
1977 – Flamengo
1978 – Botafogo
1979 – Botafogo
1980 - Fluminense
1981 – AABB Rio
1982 – Atlântica Boavista
1983 – Bradesco
1984 – Atlântica Boavista
1985 – Bradesco
1986 – Bradesco
1987 – Flamengo
1988 – Flamengo
1989 – Flamengo
1991 – Flamengo
1992 – Flamengo
1993 – Flamengo
1994 – Flamengo
1995 – Flamengo
1996 – Flamengo
1997 – AABB Campos
1998 – Olympikus
1999 – Olympikus
2000 – Vasco da Gama
2001 – Petrópolis
2002 – Petrópolis
2003 – Tijuca TC
2004 – Universo
2005 - Flamengo
2006 – Celso Lisboa
2007 - Botafogo
2008 - Vidacor Seguros
2009 - Volta Redonda
2010 - Volta Redonda

Ranking:
1) Botafogo - 23
2) Flamengo - 18
3) Fluminense - 10
4) AABB Rio - 3
4) Bradesco - 3
6) Atlântica Boavista - 2
6) Olympikus - 2
6) Petrópolis - 2
6) Volta Redonda - 2
10) AABB Campos - 1
10) Vasco da Gama - 1
10) Tijuca TC - 1
10) Universo - 1
10) Celso Lisboa - 1
10) Vidacor Seguros - 1

Fonte: Esporte Rio

Todos os Campeões Sul-Americanos de Voleibol Adulto Masculino

Os Campeões:
1970 - AD Santo André (Brasil)
1971 - Botafogo (Brasil)
1972 - Botafogo (Brasil)
1973 - Paulistano (Brasil)
1974 - Gimnásia y Esgrima La Plata (Argentina)
1975 - ----
1976 - Botafogo (Brasil)
1977 - Paulistano (Brasil)
1978 - Paulistano (Brasil)
1979 - Paulistano (Brasil)
1980 - Paulistano (Brasil)
1981 - Pirelli (Brasil)
1982 - Atlântica (Brasil)
1983 - Pirelli (Brasil)
1984 - Minas TC (Brasil)
1985 - Minas TC (Brasil)
1986 - Bradesco (Brasil)
1987 - Ferro Carril Oeste (Argentina)
1988 - Banespa (Brasil)
1989 - Banespa (Brasil)
1990 - Banespa (Brasil)
1991 - Banespa (Brasil)
1992 - Banespa (Brasil)
1993 - Banespa (Brasil)
1994 - ----
1995 - Suzano (Brasil)
1996 - São Caetano (Brasil)
1997 - Olympikus (Brasil)
1998 - Ferro Carril Oeste (Argentina)
1999 - Minas TC (Brasil)
2000 - ----
2001 - ----
2002 - Rojas Scholem (Argentina)
2003 - ----
2004 - ----
2005 - ----
2006 - ----
2007 - ----
2008 - ----
2009 - Florianópolis (Brasil)
2010 - Bolívar (Argentina)
2011 - SESI (Brasil)

Ranking: 
1) Banespa - 6
2) Paulistano - 5
3) Botafogo - 3
3) Minas TC - 3
5) Pirelli - 2
5) Ferro Carril Oeste - 2
7) AD Santo André - 1
7) Gimnásia y Esgrima La Plata - 1
7) Atlântica - 1
7) Bradesco - 1
7) Suzano - 1
7) São Caetano - 1
7) Olympikus - 1
7) Rojas Scholem - 1
7) Florianópolis - 1
7) Bolívar - 1
7) SESI - 1

Fonte: Blog Esporte Rio

Todos os Campeões Brasileiros de Voleibol Adulto Masculino

Taça Guarani de Clubes Campeões:
1962 - Grêmio Náutico União (RS)
1963 - Minas TC (MG)
Campeonato Brasileiro de Clubes Campeões:
1964 - Minas TC (MG)
Taça Brasil:
1968 - Santos FC (SP)
1969 - Randi (SP)
1971 - Botafogo (RJ)
1972 - Botafogo (RJ)
1973 - Paulistano (SP)
1974 - Paulistano (SP)
1975 - Botafogo (RJ)
Campeonato Brasileiro de Clubes Campeões e Vice-Campeões:
1976 - Botafogo (RJ)
1978 - Paulistano (SP)
1980 - Pirelli (SP)
1981 - Atlântica Boavista (RJ)
1982 - Pirelli (SP)
1983 - Pirelli (SP)
1984 - Minas TC (MG)
1985 - Minas TC (MG)
1986 - Minas TC (MG)
1987 - Banespa (SP)
Liga Nacional:
1988/89 - Pirelli (SP)
1989/90 - Banespa (SP)
1990/91 - Banespa (SP)
1991/92 - Banespa (SP)
1992/93 - Suzano (SP)
1993/94 - Suzano (SP)
Superliga:
1994/95 - Sogipa (RS)
1995/96 - Olympikus (SP)
1996/97 - Suzano (SP)
1997/98 - Ulbra (RS)
1998/99 - Ulbra (RS)
1999/00 - Minas TC (MG)
2000/01 - Minas TC (MG)
2001/02 - Minas TC (MG)
2002/03 - Ulbra (RS)
2003/04 - Unisul (SC)
2004/05 - Banespa (SP)
2005/06 - Florianópolis (SC)
2006/07 - Minas TC (MG)
2007/08 - Florianópolis (SC)
2008/09 - Florianópolis (SC)
2009/10 - Florianópolis (SC)
2010/11 - SESI (SP)

Ranking:
1) Minas TC - 9
2) Banespa - 5
3) Pirelli - 4
3) Botafogo - 4
3) Florianópolis - 4
6) Suzano - 3
6) Ulbra - 3
6) Paulistano - 3
9) Atlântica Boavista - 1
9) Sogipa - 1
9) Olympikus - 1
9) Unisul - 1
9) Grêmio Náutico União - 1
9) Santos - 1
9) Randi - 1
9) SESI - 1

Fonte: Blog Esporte Rio

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O goleiro Marcos e seu exemplo para os executivos

Apesar da repercussão do futebol, poucos jogadores atingem tamanha identidade com os torcedores


Acompanhamos nestas semanas sem grandes furos jornalísticos, a aposentadoria do goleiro Marcos, ídolo do Palmeiras e pentacampeão mundial com a seleção em 2002. Sem grandes pompas e com seu discurso direto e muitas vezes simplório, o ídolo alviverde pendurou definitivamente as luvas. Apesar da repercussão do futebol, poucos jogadores atingem tamanha identidade com os torcedores.

Como apreciador moderado, listo alguns atletas tais como Rogério Ceni, Dinamite, Zico e Pelé, cujos nomes se associam diretamente aos times com os quais atuam ou atuaram. Com a maior movimentação entre equipes, jogadores trocam de camisa diversas vezes, priorizando sua imagem, carreira e ganhos aos clubes que atuam.

Situação similar ocorre no mundo corporativo, tornando-se cada vez mais difícil encontrar pessoas que tenham dedicado sua vida a uma só empresa, seja pela maior oferta ou competitividade do mercado, o qual exige colaboradores cada vez mais bem preparados. Com base na história de Marcos e na nova realidade corporativa, classifiquei em quatro tipos os profissionais, assim como o legado deixado nas empresas.

O eterno: assim como o goleiro, são pessoas que marcaram a história da corporação, seja pela posição na qual atuaram, legado ou lealdade. Homenagens póstumas, tais como fotos em galerias, nomes em prédios, salas de reuniões, produtos, serviços, métodos e processos com seus nomes, são alguns exemplos. Preste atenção e procure saber um pouco sobre a biografia dos eternos em sua empresa. Talvez possam servir como fonte de motivação e inspiração.

O bem-lembrado: nem tão famosos quanto os anteriores, são lembrados enquanto permanecerem pessoas com as quais tenha trabalhado, seja dentro ou fora da empresa, tais como clientes e fornecedores. É comum ter seu nome citado em situações ou momentos de dificuldade, nos quais, sua presença e ação poderiam fazer a diferença. Muitas vezes, mantém contato com os ex-colegas e parceiros, não sendo raro retornarem a organização.

O não lembrado: diferentemente dos anteriores, sua ausência não é sentida nem no curto ou médio prazo. Seja pelo pouco tempo que permaneceram na cadeira ou ausência de resultados, são praticamente esquecidos pelas pessoas e organizações. As frases mais comuns são: quem ou não me lembro. Vale salientar que um profissional assim como um jogador, poderá estar em mais de uma categoria durante sua carreira.

O nem me fale: comum na política, no congresso e ultimamente na Esplanada dos Ministérios, é citado por fatos ou atitudes não memoráveis, tais como resultados muito abaixo do esperado, falta de ética ou confusões de qualquer espécie. Em geral demitidos por justa causa, acabam se tornando lembrados pelo que não deveriam ter feito. Até por esta razão seu nome quando citado, é feito em voz baixa.

Enfim, sugiro que faça uma análise de sua carreira, avaliando as empresas pelas quais passou, assim como a imagem deixada. Tornar-se eterno é fato para poucos, ocorrendo em geral apenas uma vez na vida. Ser bem lembrado deve ser o seu grande objetivo, apesar dos escorregões da vida profissional.

Uma dica praticamente infalível é ser um profissional raro: cultivar relacionamentos, ter atitude positiva, trazer resultados e é claro, aproveitar e estar preparado para as oportunidades. Quanto à categoria "nem me fale", é melhor nem comentar.

Marcos Morita
Site Administradores.com.br